segunda-feira, 4 de abril de 2011

Exame de consciência

Proponho um exame de consciência, que acho necessário ser diário:
Quanto tempo gastamos tentando entender os atos dos outros? Quanto tempo gastamos criticando esses mesmos atos?  Quanto tempo gastamos identificando o erro do outro só pra criticar?
Agora nesse mesmo dia procuramos identificar quanto tempo gastamos tentando entender nossos atos? Quanto tempo procuramos analisar nossos erros? E quanto tempo gastamos tentando corrigir esses erros?
O homem gasta muito tempo buscando os erros alheios, mas não pára 5 minutos para ver os próprios erros. Corrigir os próprios erros, nesse caso é algo muito improvável, se não dedicamos a nem indentificá-los, quem dirá corrigi-los.
Aquela retórica aqui se faz necessária que quando apontamos o erro de uma pessoa, há 3 outros dedos apontando para nós. 
Pense nisso!

quarta-feira, 16 de março de 2011

A sabedoria Divina

  
   Há uma estória (ou história) relacionado ao rei profeta Salomão demonstrando a impermanência das coisas.
   Dizia-se que Salomão tinha um anel poderoso que havia a melhor resposta para todas as questões da vida. Um anel que traria consolo e esperança nos tempos ruins, e que traria à realidade nos momentos de felicidade. Esse anel era um anel simples, mas com uma gravação que o faria especial em todas as ocasiões. Havia inscrito nesse anel a seguinte frase: "Isso também irá passar!"
   Se estamos num momento de alegria eufórica, devemos ter a consciência que esse momento passará... Se estamos tristes, abatidos, com problemas, também temos que ter a certeza que isso passará!
   Mas por que essa dinâmica universal? Se não houvesse essa alternância, seria a morte...  Ninguém pode viver totalmente feliz com tudo, nem podemos viver abatidos.
   Os momentos de dor servem para nos lembrar da importância da preservação da saúde. Da mesma forma que a tristeza é para mostrar o valor da alegria.
   A chave da vida é saber extrair a sabedoria em todos os momentos vividos. A vida é algo transitório, dinâmico, está sempre em movimento. Ler nas entrelinhas das experiências é a chave para a transcendência.  É o que muitos místicos chamam de ler o livro da vida. O despertar da chave do entendimento de nossa vida.
Tudo o que acontece conosco tem seu motivo e sua causa. O entender os motivos e causas é a chave.
   Uma privação pode ser a forma de aprendermos a valorizar esse bem. Se um filho sai de casa, é a hora de meditarmos nossa relação com esse filho e descobrir se estamos agindo certo, e mudar o que estamos errando. Uma pessoa que tenha problemas com vícios pode ser somente a válvula de escape de uma mente perturbada por traumas. Uma crise conjugal pode ser uma forma de lembrar a forma carinhosa de tratar o outro e que perdemos no dia a dia atulhados de outras preocupações.
   Há uma prática Sufi ( místicos muçulmanos) de oração numa poça de água, ao qual vendo o reflexo de si mesmo numa poça, o sufista ora agradecendo a Deus sua vida, e os momentos que Deus se revelou durante aquele dia (em alguma vivência que pode se extrair a Sabedoria Divina),  pede perdão pelos erros de seu dia e pelas vezes que Deus se manifestou e a pessoa não conseguiu ver Sua Revelação.
   Essa prática pode ser adaptada a vida ocidental. Por que não antes de dormir não separar 5 minutos para um exame de consciência e analisar os erros de nosso dia, os acertos, as formas que a Sabedoria Divina se manifestou abertamente em nosso dia, extrair a sabedoria dessa vivência, analisar os momentos que essa mesma Sabedoria agiu de forma mais velada, pedir perdão pelos nossos erros e pelos momentos de distração?
   Essa prática pode até não mudar o mundo, mas com certeza mudará sua forma de encará-lo e fará de cada um de nós uma pessoa muito melhor.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Pare de correr porque o fim chega mais depressa.

 

   
Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo. O recebi por e-mail, li e achei interessante compartilhar...
   
Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.  
  
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.  
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós  
(brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por  resultados imediatos, uma ansiedade generalizada.  
Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.  
  
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham  num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba  
sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.  
  
E vejo assim:  
1. O país é do tamanho de São Paulo;  
2. O país tem 2 milhões de habitantes;  
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);  
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB,  Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não? 
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.  
  
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.  
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que  tenha mais cultura coletiva do que eles.  
  
Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.  
  
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no  hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e  
ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no  
terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que  
chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final."  
  
Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique  
mais perto da porta. Você não acha?".  
  
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.  
  
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na  
Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).  
  
O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber  devagar,saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a  
família, com amigos, sem pressa e com qualidade.  
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele Representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.  
  
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base  para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista  
Business Week numa edição européia.  
  
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".  
  
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas  Americanos ou ingleses.  
  
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.  
  
Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos,  apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).  
  
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress".  
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em  
contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos  valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da  
simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.  
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com  
prazer, o que sabem fazer de melhor.  
  
Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da  
perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?  
Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?  
  
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela  
responde: - "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."  
  
- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango.  
E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.  
  
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam  quando morrem enfartados, ou algo assim.  
  
Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se  esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.  
  
Tempo todo mundo tem, por igual!  
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque,  
como disse John Lennon: - "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos  planos para o futuro"...  

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

esclarecimentos sobre o suposto Novo Signo do Zodíaco…

Esse texto eu achei bacana copiar aqui para que possamos esclarecer bem o que é astrologia séria... A poucos dias saiu uma reportagem na Veja e esse texto vem desmistificar algumas bobagens lá escritas....
Retirado do Site do Marcelo del Debbio.

De tempos em tempos aparece na Grande Mídia algum espertalhão esquisotérico ou astrônomo completamente leigo para falar algum absurdo sobre o que eles imaginam que seja a Astrologia. A bola da vez são uns astrônomos do Planetário de Minnesota, nos EUA, que afirmam que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês.
Quando [os astrólogos] dizem que o sol está em Peixes, não está realmente em Peixes”, disse Parke Kunkle, um dos integrantes do Minnesota Planetarium Society à revista “Time”. O signo astrológico é determinado pela posição do sol no dia em que a pessoa nasceu, o que significa que, de acordo com os astrônomos, tudo o que se sabia sobre horóscopo está errado“… Uma grande imbecilidade que tem sido repetida por céticos e esquisotéricos.

A imagem abaixo mostra o que os esquisotéricos, “Astrólogos do Braziu”, céticos e pseudo-céticos pensam que a astrologia é… um conjunto de 12 caixinhas fechadas onde se uma pessoa nasce às 23h59 de um dia é do “signo” de Áries e se nascer as 00h00 será do signo de Touro. Uma completa besteira; a Natureza não usa relógio. Mas, entendendo o que eles acreditam que seja a Astrologia, a afirmação dos astrônomos poderia até fazer algum sentido… afinal, se “apareceu outro signo na passagem do sol pelas estrelas, então deve ter aparecido outro signo no zodíaco”… Como diriam Pen and Teller… Bullshit!
A Segunda imagem mostra a divisão das energias da maneira como elas poderiam ser representadas em um aspecto cromático. Os “signos” nada mais são do que as imagens simbólicas e arquetipais que os povos antigos escolheram para representar este fluxo energético através do astro que lhes era mais acessível: o Sol.
Astrologia Hermética, ou Científica (aquela que é estudada na Maçonaria, na Rosacruz e em Ordens Iniciáticas), não tem nem nunca teve nada a ver com Estrelas e Constelações. Os Planetas não “influenciam” nada; eles apenas servem como ponteiros para que possamos observar os efeitos destas energias.
Planetas não influenciam as pessoas, da mesma maneira que os ponteiros do seu relógio não fabricam as horas, eles apenas as MOSTRAM. Não existem “emanações planetárias”: O médico que faz o parto exerce mais influencia gravitacional sobre a criança na hora do nascimento do que a Lua ou Marte…
O que são as Astrologias?
Fazendo uma analogia com o Tempo, as diversas “astrologias” nada mais são do que diferentes designs de “relógios” adaptados aos costumes e ao tempo de cada cultura. Em umas culturas chamam de “touro”, em outras de “elefante”, em outras de “moedas”, mas signos são apenas SÍMBOLOS… da mesma maneira que escolhemos arbitrariamente medir as horas em nossos relógios a partir de Greenwich. Se o seu relógio está desregulado ou se adiantamos uma hora no horário de verão, ou mesmo se girarmos aquele anel que marca os minutos para frente ou para trás, isso NÂO MUDA o tempo real.
Assim como o Tempo, que é uma dimensão abstrata, precisa de um veículo para que possamos medí-lo, as emanações astrais (ou Luz Astral, como Eliphas Levi a chamou) às quais o Sistema Solar está submetido também precisam de uma representação concreta para ser compreendida pelos menos eruditos. Podemos observar os resultados práticos disto nas personalidades e vocações das pessoas (a combinação das reverberações destas energias nas DEZ Esferas de consciência de cada ser humano do planeta).
Desta forma, o que chamamos de “Mapa Astral” (o completo com os dez planetas/ponteiros… ESQUEÇA de uma vez por todas aquela maluquice de horóscopo de jornal e signos solares, pelo amor de Zeus) nada mais é do que os parâmetros de configuração de software de nossa biomáquina (nosso corpo físico e cérebro de carne), que é o veículo da nossa Vontade enquanto Pensamentos Encarnados no Plano Físico. Ele é um “manual de instruções” das configurações que você mesmo escolheu antes de encarnar, usando o seu livre arbítrio, para facilitar a realização do que quer que você tenha se proposto a fazer aqui.
Parece complexo? Isso porque você sabe o que é hardware e software… agora tenta explicar isso para alguém nascido no século XIX… mesmo gênios como Isaac Newton, Fernando Pessoa, Carl Jung e Aleister Crowley passaram décadas estudando a Astrologia Hermética e apenas conseguiam corresponder os efeitos e os ponteiros do relógio, mas faltava a eles o conhecimento de psicologia, a facilidade de cálculos astronômicos que temos hoje com computadores e o contato com as entidades do Plano Astral, que utilizam-se destas energias de maneira prática e ativa em seus trabalhos. Como toda ciência, a astrologia avançou muito nestas últimas décadas… pena que céticos e esquisotéricos ainda se apeguem a textos de dois séculos atrás.
E onde entra Ofiúco?
Como os Signos são energias fluídicas, como matizes de uma graduação de cor, então podemos dividí-la em quantas partes e da maneira que quisermos.
Isto é o que chamamos, em Cálculo, de ARREDONDAMENTO. Os ocidentais dividiram estas matizes em 12 partes (4 elementos: espiritual, emocional, mental e material vezes 3 qualidades alquímicas: Corpo, Mente e Alma) e os Orientais dividiram em 8 Trigramas (Céu, Lago, Fogo, Trovão, vento, Água, Montanha e Terra), Gregos as dividiram em 4 Elementos e assim por diante… mas cujos significados são basicamente os MESMOS (devidamente adaptados para a cultura de cada um).
Mas como a natureza não dá saltos, temos que cada intervalo entre dois signos possui também sua própria energia, que combina atributos destas duas energias. Basta dividir e arredontar… No Esoterismo, isto está representado pelos ARCANOS DA CORTE DO TAROT (Rei, Rainha e Cavaleiro dos 4 Naipes, totalizando 12 combinações). Ofiúco é o Rei de Bastões, a energia que possui as características mescladas de Escorpião e Sagitário… ficou famoso porque Nostradamus possuía alguns planetas nessa configuração e escreveu sobre eles e, como tudo o que Nostradamus escreve os esquisotéricos adoram, temos essa polêmica do 13o signo desde o século XVI… Eu até achei estranho que não falaram nada sobre Baleia (Cetus) que é uma Constelação que apareceu entre Peixes e Áries por um tempo…
No Oriente, são 64 divisões, chamadas Hexagramas, mas representam as mesmas energias psicológicas, mentais e astrais, divididas em outras proporções. Ou na Babilônia, os chamados 88 Anjos Enochianos, que trabalham as mesmas energias. Enquanto místicos de orkut e pseudo-cético ficam brigando para saber se eles são “seres de verdade” ou “amigos imaginários”, os Ocultistas sempre souberam que estas imagens são SÍMBOLOS de energias que nos permeiam astralmente.
E as Constelações? Onde os Astrônomos enfiam?
Constelações são apenas pontos luminosos usados como referência para estes ponteiros pelos Antigos. Os egipcios faziam outras divisões de períodos de tempo e atribuíam deuses a elas… deuses com características Mistas dos dois “signos” que faziam parte. Mas podemos dividir estas partes em quantas quisermos… se optarmos por 36 partes de 10 graus cada, teremos o que os astrólogos chamam deDECANATOS. Se dividirmos estes decanatos por 2, chegando a 72 partes de 5 graus cada, chegaremos ao que os judeus chamavam de NOMES DE DEUS ou, se antropomorfizarmos estas energias, transformando-as em qualidades e atributos, teremos os 72 Anjos Cabalísticos (voce não achou que eu postei 3 matérias sobre Anjos Cabalísticos à toa, achou?)… fazendo os cálculos matemáticos de em que posição está cada Planeta, temos a origem dos tai “Anjos Protetores de cada dia” que os esquisotéricos adoram (o que também é um arredondamento, visto que são 365 dias e 72 anjos… então cada “anjo” não rege um dia, mas sim um período de tempo).
Desta maneira, podemos dividir as estrelinhas do céu em quantas combinações quisermos… as 12 constelações do zódiaco eram agrupamentos de estrelas que estavam alinhadas com os estratos de 30 graus quando as primeiras observações surgiram. Hoje, se quiséssemos mesmo ser corretos, teríamos de dividir o céu novamente nestes estratos, recolocar as estrelas que estivessem dentro destas faixas e renomeá-las para atributos mais modernos, organizando-as a partir dos Solstícios e Equinócios, que são os pontos utilizados para definir estas divisões.
Se os esquisotéricos e os céticos querem incluir Ofiúco, tudo bem… então vamos fazer do jeito certo e trabalhar com as VINTE QUATRO energias usadas no Hermetismo… só que ai vamos fazer TUDO direito e trabalhar também com as DEZ Sephiroth, não apenas o Sol…

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Batismo Expectante

  

   Há quase um ano eu manifestei a minha vontade de entrar na Egrégora Expectante. Só que por motivos vários que fugiam da minha vontade eu não pude me deslocar até Guarapari  - onde fica a central do Patriarcado da Igreja - para fazer minha iniciação.
     O meu contato com a Igreja Expectante vem de há muito tempo, pois minha mãe já teve sua participação nessa.  Apesar de seu afastamento, a amizade com o Patriarca Thoth e com a atual Matriarca Ischaia continuou. Lembro muito bem das visitas que eles nos faziam a bordo de sua Veraneio Branca...
     Então, semana passada, eis que surge uma oportunidade de viagem à Guarapari. Num primeiro momento estava complicado para que eu conseguisse aproveitar essa oportunidade. Como o cósmico conspira a favor de uma vontade inquebrantável e de um desejo sincero e puro, tudo se ajeitou para que eu pudesse ir. 
     Comuniquei a minha ida, e lá chegando fui ao encontro da Matriarca Ischaia. Acho desnecessário descrever aqui a hospitalidade que seria somente comparável a de Filêmon e Báucis quando em visita de Zeus e Hermes disfarçados em sua casa. Matamos as saudades, nos colocamos a par dos amigos em comum e das notícias dos mesmos, e marcamos o batismo para sábado às 18 hrs. Para mim horário melhor nao havia, pois como diz Don Juan no livro de Carlos Castaneda "Porta para o Infinito", "é no entardecer que se abrem as portas para o infinito e o mago encontra maior força".
     Fiquei ansioso para a chegada do dia e da hora programada. 
     No sábado, fui ao templo no horário programado. Fui recebido muito bem pela Ischaia, sua filha Náyade e seu genro Bruno. Ao adentrar efetivamente no templo já senti dominado pela energia positiva que vibrava naquele local. Confesso que no momento fiquei um pouco entorpecido pelas energias e pelo aroma delicioso do incenso que vibrava no ar. Já sentia desde esse momento os chacras todos ativados pela aura local, um arrepio percorria a espinha e sentia a energia jorrar pelo alto da minha cabeça.
     Perante o altar, e perante a Matriarca ajoelhei-me, fechei os olhos e deixei-me ser inundado pelas forças daquele local, e daquele momento. No decorrer do ritual, sentia em meu coração que mais um passo da minha busca havia sido dado. A teurgia, o gnosticismo, o caminho da regeneração, é o que meu coração sempre buscou, e mais uma vez encontrei o caminho.
Ao fazer uma análise a posteriori do ritual, posso dizer que o sentimento é de reencontro. Reencontro com um caminho difícil de ser seguido, mas de uma bem-aventurança eterna.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Barco da vida

  
Salvador Dalí

 Eu percebo a vida espiritual como um barco.
    Na aurora de nossa vida esse barco fica ancorado em um porto seguro... Mas a nossa alma anseia pelo mar, e em um determinado momento é preciso ousar para lançar-mos ao mar.
    A maioria das pessoas lançam-se ao mar sem o menor preparo, não tem o controle do Barco da Vida, e o mar do destino os leva para todo o lado. Estes são os que acham que tem controle sobre suas vidas, mas na verdade são cegos se aventurando no escuro e tenebroso mar.
    O homem de vontade, aquele que quer ter o verdadeiro controle de sua vida, antes de se lançar no mar do destino, ele estuda, aprende a controlar bem o barco de sua vida. Esse é o verdadeiro capitão do Barco da vida. Ele tem a mente aberta pela sabedoria.
Só com a mente aberta pelo saber que devemos ousar. Ao ousar nos lançarmos no mar do destino, precisamos saber para onde queremos ir. Por isso, o próximo passo é o querer. Já temos a mente esclarecida e conhecemos os meios de controle do nosso barco da vida, ousamos nos lançar no mar, e sabemos onde queremos chegar.
    Nesse ponto é o ponto da ação. O mar é tenebroso e perigoso, e as tormentas serão grandes. O que nos diferencia da grande maioria das pessoas é que saberemos agir quando essas tormentas virem.
Nesse ponto posso ter como exemplo Cristóvão Colombo. Esse navegador genovês tinha a mente esclarecida pelo conhecimento marítimo necessário, e embora não sabendo o que encontrar pela frente, ele não aceitou a idéia em voga na época de que a Terra era plana e que acabaria em um abismo infinito, e nem nas histórias de monstros que moravam nos limites do mar. Ele sabia, e ousou sair do porto de Palos em uma aventura ao desconhecido. Ele tinha o seu objetivo traçado, ele queria chegar as Índias viajando rumo ao ocidente. Apesar de tudo, nunca desistiu, e quando era necessário ele chegou ao último axioma dessa nossa viagem da vida: muitas das vezes ele calou-se.
     Calava pois muita das vezes era necessário, para passar a confiança necessária aos seus homens. A história prova que ele teve dúvidas a respeito do tamanho real da viagem e sobre o sucesso dela. Mas ele tinha que se manter impassível, pois é isso que esperamos do capitão do barco. Quando a tormenta vem, ele não deve se desesperar, deve manter-se calmo como sempre, pois só assim ele sairá vivo das tormentas.
    Não digo que a viagem será fácil e calma. As tormentas e tempestades virão, e muita das vezes serão maiores do que pensamos que enfrentaríamos. Mas no final teremos a certeza que o caminho percorrido foi o certo, e chegaremos ao nosso porto final de nossa viagem conscientes de tudo que fizemos, e assim podendo receber os louros de nossas ações.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A culpa é de quem?

Tenho um conhecido que recentemente saiu da cadeia por envolvimento com drogas. A história de sua vida me fez pensar sobre de quem seria a culpa... Gostaria de dividir com vocês um pouco sobre a realidade de sua vida...
Sei que este tema foge um pouco da idéia original de meu blog, mas sinceramente não consigo ver essas coisas acontecerem e ficar calado.
Sempre foi um garoto hiperativo, brincalhão como toda criança... Ia pro colégio, mas não ligava muito pros estudos...perdeu o pai muito jovem, ele que o descobriu morto em casa. Perdeu o interesse pelos estudos, e apesar de concluir o ensino fundamental, acabou sem saber ler e escrever... Se envolveu com drogas, e a mais pesada delas, o Crack, mexeu tanto com sua cabeça que influenciado pelos traficantes acabou tentando matar um outro traficante.
Essa história se repete hoje em vários municípios do Brasil, e também em outros países. Histórias como essas sempre se repetem..e eu me pergunto: a culpa é de quem?
Será que a culpa é dos pais, que não impuseram limites? Ou será que a culpa foi  de sua professora, que desistiu de estimulá-lo à educação? Ou das políticas públicas educacionais, ao qual o aluno passa de ano automaticamente, sem o mínimo de aprendizado? Ou quem sabe das políticas públicas de repressão ao trafico de entorpecentes?
Enfim, este é o retrato de mais uma vítima de uma sociedade sem limites, que só valoriza os erros, os roubos... Olhe para nossos governantes, quantos deles podemos dizer que são modelos de decência?
É triste, mas a situação de nosso país infelizmente é essa. E será que estamos dispostos a lutar por um país melhor? Será que estamos elegendo as pessoas certas para nos representarem?
E agora me pergunto, que futuro é reservado para esse rapaz? O que será de nossos filhos, em um país onde o respeito está morto e enterrado, onde os professores, profissionais estes responsáveis pela formação intelectual de toda uma geração, estão cada vez mais desestimulados por políticas públicas que o desvalorizam e tiram sua autoridade dentro de sala de aula... Onde um aluno agredir um professor hoje é uma notícia que ninguém liga, mas quando este mesmo professor decide tomar uma atitude mais enérgica quanto a educação desses jovens, ele é martirizado em praça pública... Sou contra qualquer tipo de violência, mas pensemos: a Educação dos nossos pais, ou a que nós tivemos, sem todas essas frescuras de hoje, nos formaram cidadãos competentes? Então porque a abandonamos e a substituímos por uma educação que valoriza a falta de educação, ou a rebeldia?
Pensemos no país que queremos para o amanhã....Afinal o Brasil todo passa pela sala de aula... Querendo ou não, o futuro depende da educação que nossos jovens recebem hoje.